quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Tão horizonte


Conheço todas as suas faces

Vulnerável que sou

Procuro todas as balas perdidas

Da cidade


Ao encontro do inesperado

Que é tão esperado

Pelas velhas tortas palavras

Anunciadas em letras grandes

Em luzes que acendem

Se apagam repentinamente

Pelo blackout teatral da vida


Da forma procuro o todo

Do todo procuro à calma

Contornando tuas curvas bucólicas

Desenhadas pelo arquiteto ateu

Que mais representa Deus em tuas obras


Teu horizonte em mim

Não encontra fim que separa

Os sonhos da realidade.



*poesia dedicada à cidade de Belo Horizonte.

Rogério Saraiva




Um comentário:

Cristine Bartchewsky disse...

Linda! Adoro fazer poesias para SP!